REVIEW – IMR Acoustics R1

IMR R1

IMR R1
8

Construção & Acessórios

7.8 /10

Ergonomia & Conforto

8.5 /10

Qualidade Sonora

7.8 /10

Custo Benefício

8.0 /10

Pros

  • Sonoridade bem ampla e arejada
  • Sistema de filtros
  • Construção bem feita, em metal
  • Ótima ergonomia e conforto
  • Qualidade sonora

Cons

  • Cabo deixa a desejar em ergonomia
  • Orientação horizontal do encaixe de cabo na base do fone
  • Médios um pouco magros e agressivos em algumas situações

Introdução

Sendo relativamente nova no mercado, a IMR Acoustics, empresa do Reino Unido tem como fundador Bob James, principal responsável pelo fone aqui revisado e que já tem boa experiência no ramo de áudio. A empresa possui apenas um modelo atualmente, sendo este conhecido como IMR R1, um fone com dois drivers dinâmicos de 13mm, uma configuração com multiplos materiais, sendo um em cerâmica e um em beryllium. Sendo assim, estamos falando de um IEM multi driver, com dois drivers de 13mm cada canal.

Além de possuir uma configuração incomum nos drivers, o fone conta com 5 filtros para ajuste da sonoridade e portas na traseira dos drivers que permite uma configuração que varia de Aberto para Fechado. Isso mesmo… fone pode ser “open back” ou “closed back”.

O preço oficial para este modelo é 500 libras esterlinas, o que equivale hoje cerca de 663 dólares americanos. Apesar do preço oficial, o fone é comumente encontrado com preços bem abaixo, principalmente os de estoque B, que apresentam leves falhas estéticas, categorizadas pela IMR em quatro tipos:

  • A+ Como novo, mas foi usado e não pode mais ser vendido como item novo. Pode conter imperfeições mínimas no revestimento do fone.
  • A- Como novo, mas com imperfeições no corpo do fone.
  • B+ Pequenos arranhões ou imperfeições no revestimento do fone.
  • B- Arranhado ou com inconsistências na camada de proteção metálica superficial do fone.

Estes podem custar preços em torno de 265-465 dólares americanos e funcionam perfeitamente. Mais detalhes na página de etoque B da IMR Acoustics.


Detalhes e método de avaliação

Meu principal tipo de fones de ouvido são os IEMs, faço uso todo dia útil no trabalho, com sessões que vão de 2 a 5 horas, com intervalos sempre que necessário. O fone aqui revisado é de um amigo, ao qual me emprestou para avaliação. Utilizei o fone diariamente, durante cerca de 20 dias antes da escrita deste texto, que contém minhas impressões sobre o mesmo. Este mesmo fone também serviu de referência e comparação para a revisão do Dunu DK-3001, que pode ser lido AQUI.

Estas impressões são baseadas em minhas percepções, estilos musicais que gosto e obviamente, com a experiência que tenho e tive com outros fones, tanto IEMs como Headphones.

Utilizei como fonte principal um DAC/AMP Fiio Q5 com módulo de amplificação AM3A e a saída balanceada. Sempre que oportuno, um DAC/AMP Audio GD NFB-15.1 também foi utilizado.

Diversos modelos e tamanhos de ponteiras foram testados, tais como SpinFit, JVC Spiral Dots, Monoprice, Sony e Mee Audio. De todas as que consegui um bom isolamento e conforto, utilizei e recomendo para o IMR R1 as JVC Spiral Dots com filtro Rosa (pink), e Monoprice para filtros como Preto (black) e Amarelo (copper). Para mim, são as ponteiras que melhor se encaixam na sonoridade do fone.

Quando compro ou recebo de um amigo um fone, procuro escuta-lo exclusivamente por dias, com todas as músicas que conheço bem e carrego diariamente comigo. Isso garante que eu conheça bem o fone e me “livre” da influência dos meus outros fones. Depois de alguns dias, quando percebo que já conheço um pouco o fone, parto para comparações com outros fones para confirmar, tirar dúvidas, formar opiniões e então, escrever minhas impressões. Geralmente esse processo leva de 15 a 30 dias, dependendo de quão diferente o fone soa pra mim.

Procuro escrever de forma mais objetiva e simples possível, mesmo que em muitos casos isso não seja totalmente possível. Costumo cobrir a sonoridade do fone como um todo seguido de sessões específicas para Graves, Médios e Agudos, onde para cada região dessas, costumo separar minha audição/avaliação seguindo o esquema abaixo:

Graves: sub-graves, graves e médio graves

Médios: médios e médio agudos

Agudos: agudos

Bom, agora que já expliquei o principal sobre os métodos para formar esse texto, vamos ao fone!


Construção e Acessórios

O R1 possui construção excelente, com o corpo do fone em metal, bem robustos e passam muita segurança e sentimento de durabilidade. O sistema de filtros é de fácil manuseio, rosqueável e tem construção ótima, em metal. A troca de filtros é bem tranquila, e pode ser feita sem nenhuma ferramenta adicional. Basta girar o duto de saída de áudio (que é o filtro em si) para remover, e rosquear o novo para instalar.

O cabo é muito robusto, espesso, muito bem acabado, mas não é maleável, o que atrapalha diretamente na ergonomia e conforto ao usar. O cabo é removível e utiliza conectores padrão 2 pinos 0.78mm, o que facilita a substituição por um cabo de melhor ergonomia. Um detalhe importante a ser mencionado, é o fato do socket 2 pinos na base do fone ter orientação de encaixe horizontal, e não vertical como na maioria dos fones que utiliza tal padrão de conexão. Isso impossibilita o uso adequado de alguns cabos com arco moldável e/ou com plug angulado. Sendo assim, é necessário cuidado ao escolher um cabo de substituição para o R1.

A IMR fornece um bom conjunto de acessórios junto com o fone. São eles:

  • 1 cabo com terminação 3.5mm TRS
  • 1 case semi rígida para transporte (com zipper)
  • 1 adaptador 3.5mm para 6.3mm
  • 1 conjunto de ponteiras com 6 pares em diversos tamanhos
  • 1 clipe de lapela
  • 1 conjunto com 5 pares de filtros para tuning da sonoridade

Abaixo algumas fotos que mostram em detalhes a construção do fone:

 

 

 


Ergonomia

O R1, ao contrário do que as fotos sugerem, possui ótima ergonomia, tendo características típicas de fones feitos pensando em prover bom conforto para a maioria dos usuários. O fone possui corpo arredondado e livre de extremidades ou arestas no lado de dentro, ao qual dependendo do usuário, é normal o contato com a concha das orelhas. Isso evita bastante os casos de desconforto.

No peso, por ser de metal e maior, é um pouco mais pesado que outros fones com construção parecida, como o Dunu Dk-3001. Apesar disso, pra mim, o fone ainda é leve e o peso não representou um problema.

Os dutos de saída de áudio e encaixe das ponteiras são longos e angulados, o que facilita a inserção das ponteiras no canal e possibilita com facilidade a inserção mais profunda no canal auditivo. Por serem mais longos, os dutos de saída de áudio acabam mantendo a base do fone um pouco afastado da concha das orelhas, o que ajuda a evitar situações de desconforto.

Abaixo uma foto de como o fone fica durante meu uso.

 

 


Sonoridade (filtro Rosa)

O IMR R1 com o filtro rosa apresenta sonoridade aberta e ampla, com médio isolamento. Há bom equilíbrio entre graves, médios e agudos, mas com personalidade um pouco pro lado frio e detalhista, com excelente obtenção de detalhes devido aos médio agudos mais pronunciados e aos agudos extensos e precisos.

A espacialidade e imagem desse fone são excepcionais, sendo junto com o Fidue A91 os mais amplos que já ouvi em um IEM. Há muito espaço e arejamento entre instrumentos e o sentimento de fone semi aberto é bem presente, devido a abertura na traseira dos drivers e ao pequeno furo para controle dos graves no duto de saída do áudio (presente apenas em alguns filtros). O palco sonoro é muito largo mas não tem muita profundidade, é levemente comprimido, uma sonoridade um pouco “magra”.

As impressões a seguir foram escritas baseadas no filtro que preferi dos 5, o de cor rosa. No final, farei uma descrição breve do que cada um dos filtros adicionais altera com base no rosa.

 

Graves

São presentes, acima do “neutro” e com ótimo impacto. Apesar de serem mais pronunciados se comparado aos médios, possuem excelente controle e detalhamento. Mesmo em músicas com graves bem presentes não detectei perda do controle, mantendo limpas e com excelente resolução todas as passagens de diferentes notas de graves instrumentais e “eletrônicos”. A presença e impacto estão mais focados nos sub graves que vão diminuindo sutilmente na medida que avança aos médio graves e médios. A extensão dos graves são ótimas, reproduzem com facilidade sub graves.

Em dinâmica e textura, o excelente trabalho continua e o driver dinâmico para graves faz um excepcional trabalho . Sente-se o peso e o vibrar das baixas, o que aumenta a obtenção de detalhes e a naturalidade dos graves.

A IMR Acoustics fez um trabalho excepcional nesse fone, tendo este graves incríveis, bem presentes mas com absoluto controle e detalhamento.

 

Médios

Os médios do R1 tem foco nos médio agudos, com leve recuo nos médios mais baixos, o que trazem ao fone uma sonoridade muito detalhada, com ótima resolução, mas que por vezes soa um pouco agressiva e com menos corpo do que eu gostaria.

Os médio agudos possuem tonalidade clara, com presença que vão além da região de vocais, quase nos agudos, o que aumenta mais a sensação de agressividade se a música não tiver ótimo controle nessa região. Por outro lado, essa característica, aliada à sonoridade ampla e aberta é muito bem vinda em estilos musicais que são muito bem gravados e que, principalmente, demandam maior foco e obtenção de detalhes, como música clássica, Jazz e apresentações acústicas.

Os médios mais baixos são levemente recuados se comparado aos graves e muito mais se comparado aos médio agudos. Isso afeta um pouco o corpo e presença de vocais masculinos, bem como notas mais baixas dos instrumentos.

De uma forma geral, os médios entregam excelente obtenção de detalhes e intimismo em vocais femininos e notas mais altas de instrumentos, mas ao mesmo tempo podem se tornar um pouco agressivos, o que pra mim não casou com muitas músicas e estilos que escuto.

 

Agudos

Os agudos são limpos, com excelente detalhamento e extensão, levemente recuados se comparado aos médios, tem ótima resolução e complementam muito bem a tonalidade geral dos médios, que são mais frios e pronunciados. Esse recuo leve dos agudos traz um pouco de suavidade à sonoridade do R1, que são enfatizadas pelos médio agudos, mas se mantêm extensos e com ótima obtenção de detalhes.

Por serem mais extensos, os agudos são reveladores e não escondem detalhes e principalmente, ruídos de fundo e falhas nas músicas. Ruídos de fundo presentes em algumas gravações de Jazz por exemplo, são bem evidentes. A espacialidade e arejamento também de beneficiam bastante da extensão dos agudos.


Sonoridade dos outros 4 filtros

Cada filtro, dos 5 que acompanham o fone, possuem características específicas, e podem alterar basicamente 3 regiões distintas da sonoridade do fone, sendo elas graves, médios e agudos. Abaixo, segue o que cada um dos 4 filtros, além do rosa que já foi descrito no texto acima, altera na sonoridade do fone (baseado no filtro rosa).

 

 

Preto (black)

Filtro padrão que já vem instalado no fone. Este é um filtro que adiciona mais presença nos graves, aumentando consideravelmente o impacto, corpo e preenchimento, e consequentemente, diminui o controle e precisão, saindo de uma apresentação “equilibrada” para algo decididamente “agressivo”, “basshead”. Os médios se mantem com quantidades parecidas, mas ao meu ouvir, o filtro preto é um pouco mais claro e granulado nos médio agudos, o que aumenta um pouco a chance de agressividade em alguns casos. Nos agudos, não notei alterações a considerar.

 

Amarelo (Copper)

Esse filtro tem apresentação semelhante ao Preto, com algumas diferenças pontuais. Há bem mais quantidade de graves, impacto e corpo que o Rosa, mas ao meu ouvir há um pouquinho mais controle nos graves que o Preto, mas ainda assim, muito menos que o Rosa. Nos médios, o amarelo segue o mesmo perfil do Rosa, só que mais suave e um pouco mais quente. Os agudos também são mais suaves um pouco, nada considerável, mas perceptível.

 

Laranja (Orange)

O Bass nesse filtro é mais recuado e linear que o rosa, perde bastante impacto, corpo e preenchimento aumentando consideravelmente o controle. Textura e dinâmica dos graves são diretamente afetados, diminuindo o sentimento de impacto e o vibrar de notas mais baixas. Os médio agudos são mais recuados na região de vocais, mas uma presença maior acima dessa região ainda se mantem (quase nos agudos), o que afeta a coerência dos médios, há menos presença mas tem-se ainda médios mais claros e em alguns casos, agressivos. Os agudos estão recuados e mais suaves, diminuindo um pouco a obtenção de detalhes e a extensão.

 

Azul (Blue)

Segundo a IMR, o mais balanceado. Este é muito parecido com o Rosa, mas com um pouco menos de graves e preenchimento, aumentando um pouco o controle. Apesar disso, o filtro ainda mantém graves com bom corpo, impacto, dinâmica e textura. Os médios e agudos se mantem iguais ao Rosa, mas com um pouco mais de foco devido a menor quantidade dos graves.


Comparativos

 

Dunu DK-3001 (ponteiras JVC Spiral Dots)

 

Construção e Ergonomia

Ambos são feitos em metal, sendo o Dunu coberto com pintura preta fosca e o R1 com aparência espelhada. Não consigo identificar se é pintura ou acabamento no próprio metal, mas é de excelente qualidade. Ambos passam uma sensação de robustez e são bem construídos, firmes, sem detalhes ou sensação de construção precária. Ambos possuem cabo removível, possibilitando a substituição quando necessário, seja para upgrade ou para reposição. Os padrões de conectores são comuns e fáceis de substituir, sendo o Dunu MMCX e o R1 2 pinos 0.78mm.

Tanto o Dunu quanto o R1 são feitos para oferecer boa ergonomia, com elementos que ajudam no conforto, tendo o Dunu algumas vantagens e o R1 outras. O Dunu é menor e tem os dutos de encaixe das ponteiras mais angulados que o R1, o que oferecem melhor conforto e facilidade para inserir o fone no canal auditivo, porém, são mais curtos que o R1 e podem dificultar a inserção e conforto para usuários que precisam inserir mais fundo no canal. Os dutos mais longos do R1 trazem outra vantagem, possibilitam que o fone fique inserido com o corpo mais afastado das orelhas, o que evita bem mais que o Dunu o contato com as orelhas e diminui as chances de desconforto.

O diâmetro dos dutos de encaixe das ponteiras em ambos é a mesma, o que possibilita utilizar as mesmas ponteiras. Uma vantagem do R1 é o fato de possuir uma protuberância na parte externa do duto, para melhor fixação da ponteira, enquanto que no Dunu, é liso. Dependendo da ponteira, pode sair fácil no Dunu, de forma involuntária, o que não ocorre no R1.

Abaixo, segue fotos de cada fone, lado a lado para melhor ilustrar as diferenças na construção.

 

 

Compatibilidade

O R1 tem impedância maior e casou melhor com diferentes fontes, inclusive, com meu amplificador de mesa, um Audio GD NFB-15.1, que é bem potente para um IEM. O Dunu é muito mais sensível e tem impedância bem menor (13 Ohms contra 32 Ohms do R1), apresentando mais ruído de fundo na saída balanceada do Fiio Q5 – AM3A. O controle de volume também é mais difícil no Dunu por ser bem mais sensível. Por isso, utilizei o Dunu principalmente na saída não balanceada do Q5, que por ser menos potente, confere controle de volume mais preciso. O R1 tocou bem mesmo em fontes mais potentes, então, utilizei na maior parte do tempo na saída balanceada do Fiio Q5.

 

Sonoridade

Assinaturas bem diferentes entre estes fones. O Dunu é mais quente, com mais graves e corpo nas baixas, médios baixos com ótimo corpo e naturalidade, seguindo bem a pegada dos graves. Os médio agudos do Dunu são pronunciados, porém se mantém com tonalidade quente e coerente com os graves e agudos. O R1 tem graves mais firmes e com tanto impacto quanto o Dunu, mas possui mais controle, velocidade e definição, mesmo estando, assim como o Dunu, acima do “neutro”. Nos médios, o R1 é mais frio e mais magro, com menos presença dos médios baixos, o que aumenta bem o foco nos médio agudos, que são pronunciados, muito detalhados e mais frios em tonalidade que o Dunu. Nos agudos, o R1 possui um pouco mais de presença e extensão que o Dunu, complementando bem os médio agudos que são um pouco mais frios e detalhistas, mas ainda estão num nível confortável e coerentes, livres de picos e que funcionam muito bem na maioria das audições que tive.

Na espacialidade e separação, o R1 sai na frente sendo mais amplo que o Dunu, uma apresentação mais aberta e arejada, caracterizada especialmente pelo design semi aberto da traseira dos drivers e do furo no duto de áudio (não presente em todos os filtros), para controle de quantidade dos graves. O Dunu não é tão amplo e aberto, possui maior isolamento e mantém largura e profundidade do stage proporcionais, enquanto o R1 é mais largo e comprimido, menos esférico.

 

Graves

O R1 possui graves mais controlados, com maior definição e principalmente, precisão. Mantém impacto e preenchimento que considero excelentes, estando entre os melhores que já ouvi em um IEM. Possui excelente extensão e tem mais ênfase nos sub graves, com um decaimento muito natural e preciso na medida que avança aos graves e médio graves. O Dunu possui graves mais cheios, um pouco mais pronunciados e com quantidade mais linear dos sub graves até os médio graves. Isso garante mais corpo aos graves do Dunu, que para mim, casam muito bem com a proposta quente e cheia do fone.

Ambos possuem drivers dinâmicos para graves, então a dinâmica e textura se assemelham muito, sente-se bem os graves, dinâmica e textura das notas mais baixas em ambos.

 

Médios

O Dunu é mais quente, relaxado e natural nos médios, mantendo foco, assim como o R1, nos médio agudos, mas de forma mais suave. Possui tonalidade mais condizente com os graves, ambos estão melhor integrados que no R1. O R1 tem menos corpo e presença dos médios mais baixos, o que confere uma apresentação mais magra, enfatizando mais as regiões mais altas dos médios. Considero esta característica um pouco menos natural que o Dunu, mas reconheço que tem suas vantagens. Em estilos musicais mais minimalistas e que exigem maior exposição de detalhes e foco dos médios, o R1 se sai melhor, pois é mais frio, focado, detalhado e, se a música pedir, um pouco agressivo. Essa característica nos médios do R1, unida à espacialidade ampla pode se tornar excelente para estilos de música clássica, Jazz e álbuns ao vivo.

 

Agudos

Ambos possuem agudos excelentes, muito bem ajustados e integrados aos médios e o mais importante, lineares e livres de picos que tirem o foco do resto. No R1, os agudos são um pouco mais frios e com mais presença que o Dunu, que são um pouco mais recuados e suaves. Isso acaba trazendo ao R1 uma obtenção de detalhes melhor, mais evidente, mas com excelente controle e não foge do que se tem nos médios. No Dunu, a suavidade dos agudos combina perfeitamente com a dos médios, mantendo excelente coerência.

A extensão em ambos é excelente, mas é maior no R1, tornando mais evidente as regiões mais altas dos agudos, o que traz a tona mais micro detalhes. A desvantagem disso é que torna mais evidente problemas em gravações não tão boas, ou que possuem ruídos de fundo. No Dunu esse tipo de problema aparece, mas é menos evidente, menos pronunciado.

Site oficial da Dunu disponível AQUI


Conclusão

O IMR R1 despertou minha atenção assim que fiquei sabendo dele, através de um amigo. As especificações e principalmente as informações até então divulgadas sobre o projeto e drivers usados no fone foram o que mais se diferenciavam de outros fones IEM nessa mesma faixa de preço, sendo um dual dinâmico de 13mm com beryllium para graves e cerâmica para médios e agudos, enquanto a grande maioria são multi drivers com armadura balanceada e/ou híbridos.

Assim que se passaram as primeiras horas de audição passei a entender perfeitamente do que se tratava o fone, e principalmente, sua proposta. Um fone com sonoridade de impacto, ampla e focada em transmitir todo e qualquer detalhe presente na música.

Com absoluta certeza o IMR R1 merece o destaque que teve nesses últimos meses nos fóruns e sites de áudio, ele realmente se destaca, principalmente com os preços atualmente praticados pela empresa, fornecendo fones B stock a preços muito competitivos e vendas via Massdrop, mais acessível que o preço de um novo, sugerido no site da empresa.

Minha recomendação para quem procura sonoridade detalhada, variável com filtros, levemente fria, muito ampla e com extensão excelentes nas duas pontas, é esta, IMR R1.


 

 

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