REVIEW – DUNU DK-3001

DUNU DK-3001

DUNU DK-3001
8.3

Construção & Acessórios

8.5 /10

Ergonomia & Conforto

8.3 /10

Qualidade Sonora

8.0 /10

Custo Benefício

8.5 /10

Pros

  • Qualidade na construção
  • Variedade e quantidade de acessórios
  • Qualidade sonora

Cons

  • Conforto pode ser um problema
  • Arames moldáveis do cabo desnecessariamente longos
  • Sensibilidade alta, propenso a ruído de fundo e dificuldade no controle de volume

Introdução

A Dunu, fabricante Chinesa já conhecida por implementar bons IEMs híbridos como DN-1000, DN-2000 e DN-2000J, tem como atual topo de sua linha o DK-3001, IEM com implementação híbrida de 4 drivers por canal, sendo um dinâmico de 13mm para graves e três armaduras balanceadas para médios e agudos.

Este modelo foi lançado com preço sugerido de 499 dólares americanos, mas atualmente, é encontrado novo na faixa de 400 dólares, ou até menos. Já tive dois fones da marca antes, sendo eles Dunu DN-900 e DN-2000, este último se mostrando realmente excelente e despertando muito meu interesse por implementações híbridas de drivers dinâmicos com armaduras balanceadas. Do DN-2000 pra cá, experimentei bons fones com essa tecnologia e agora é a vez do DK-3001.


Detalhes e método de avaliação

Meu principal tipo de fones de ouvido são os IEMs, faço uso todo dia útil no trabalho, com sessões que vão de 2 a 5 horas, com intervalos sempre que necessário. O fone aqui revisado foi comprado novo, utilizado diariamente por mim, durante cerca de 30 dias antes da escrita deste texto, que contém minhas impressões sobre o mesmo. Estas impressões são baseadas em minhas percepções, estilos musicais que gosto e obviamente, com a experiência que tenho e tive com outros fones, tanto IEMs como Headphones.

Utilizo como fonte principal um DAC/AMP Fiio Q5 com módulo de amplificação AM3A e utilizo, sempre que possível, a saída balanceada do Q5. Para o DK-3001, optei pela saída não balanceada, pois o fone é muito sensível e propenso a revelar ruídos de fundo em fontes muito potentes, principalmente na saída balanceada do Q5. A saída não balanceada do Q5, não só tem menor ruído como também menos potência, isso facilita o controle de volume entre faixas de áudio, ao contrário da balanceada que, com o mínimo de movimento no controle de volume, já aumenta ou abaixa demais.

No DK-3001, testei diversos modelos e tamanhos de ponteiras, como as que acompanham o fone, SpinFit, JVC Spiral Dots, Monoprice, Sony e Mee Audio. De todas as que consegui um bom isolamento e conforto, utilizei e recomendo para o DK-3001 as JVC Spiral Dots. Para mim, são as ponteiras que melhor se encaixam na sonoridade do fone.

Quando compro ou recebo de um amigo um novo fone, procuro escuta-lo exclusivamente por dias, com todas as músicas que conheço bem e carrego diariamente comigo. Isso garante que eu conheça bem o fone e me “livre” da influência dos meus outros fones. Depois de alguns dias, quando percebo que já conheço um pouco o fone, parto para comparações com outros fones para confirmar, tirar dúvidas, formar opiniões e então, escrever minhas impressões. Geralmente esse processo leva de 15 a 30 dias, dependendo de quão diferente o fone soa pra mim.

Procuro escrever de forma mais objetiva e simples possível, mesmo que em muitos casos isso não seja totalmente possível. Costumo cobrir a sonoridade do fone como um todo seguido de sessões específicas para Graves, Médios e Agudos, onde para cada região dessas, costumo separar minha audição/avaliação seguindo o esquema abaixo:

Graves: sub-graves, graves e médio graves

Médios: médios e médio agudos

Agudos: agudos

Bom, agora que já expliquei o principal sobre os métodos para formar esse texto, vamos ao fone!


Construção e Acessórios

O fone possui corpo todo em metal com excelente acabamento em preto. Dispõe de cabos bem maleáveis, leves e muito convenientes, de fácil manuseio. São praticamente iguais aos usados nos modelos anteriores, como o DN-2000 e 2000J. Os cabos são removíveis, utilizam conectores padrão MMCX e são de ótima qualidade, o encaixe dos conectores no fone são bem firmes. Na parte do cabo que se conecta ao fone há um fio de metal revestido com material emborrachado, para moldagem do cabo por trás das orelhas. Isso ajuda muito a anular ruídos produzidos pelo movimento do cabo durante o uso, mas por serem um pouco longos demais, se tornam um pouco inconvenientes e dificultam o trabalho de guardar o fone na case.

Nos acessórios, a Dunu é muito generosa e deixa o usuário pronto para praticamente qualquer situação. O fone é acompanhado dos seguintes acessórios:

  • 1 cabo com terminação 3.5mm TRS
  • 1 cabo com terminação 2.5mm TRRS (balanceado)
  • 1 case rígida para transporte (estilo pelican)
  • 2 conjuntos de ponteiras de silicone, o branco mais macio e o cinza mais firme
  • 1 conjunto de ponteiras SpinFit modelo CP100 (4 tamanhos)
  • 1 par de ponteiras Comply
  • 2 adaptadores, sendo um 3.5mm para 6.3mm e um 3.5mm para dual mono
  • 1 clipe de lapela

Abaixo algumas fotos que mostram em detalhes a construção e acessórios.

 

Fotos completas, em tamanho original AQUI.


Ergonomia

O fone possui design que representa uma boa evolução aos modelos anteriores da marca. São projetados para serem ergonômicos e utilizados com a passagem do cabo por trás das orelhas. O corpo do fone é arredondado e pequeno, mais do que as fotos sugerem. Isso possibilita que o fone encaixe dentro da concha da orelha. O duto de saída de áudio e acoplagem das ponteiras é devidamente angulado, para ficar, da melhor forma possível, virado para o canal auditivo. Este é um detalhe muito importante da ergonomia, pois unido ao corpo pequeno e arredondado do fone, possibilita para a maioria dos casos um bom conforto e facilidade na inserção das ponteiras no canal auditivo.

Apesar dos esforços aparentes da Dunu em projetar o fone de forma a proporcionar ótima ergonomia e conforto, alguns detalhes podem representar problemas para alguns usuários. Os que observei são:

  • o fone, apesar de pequeno e arredondado, possui algumas extremidades que poderiam ter sido evitadas. Em alguns casos, tive desconforto e incômodo leve em alguns pontos de contato do fone com minha orelha
  • o duto de áudio e encaixe das ponteiras, apesar de perfeitamente angulado, são um pouco curtos e pode dificultar a inserção mais profunda no canal auditivo, dependendo da ponteira usada

Abaixo uma foto de como o fone fica durante meu uso.


Sonoridade

Sonoridade quente, encorpada e suave, mas com boa obtenção de detalhes devido aos médio agudos mais pronunciados e agudos, apesar de levemente recuados, muito limpos e com ótima extensão. Uma proposta muito interessante da Dunu pois ao mesmo tempo que entrega graves bem presentes, cheios e com impacto, não recua os vocais e demais instrumentos.

A sensação de espacialidade, a imagem formada e separação entre instrumentos são ótimos, tudo é apresentado em seu devido lugar, com ótima largura, sem perder profundidade, sem soar comprimido, o que resulta numa sonoridade que é apresentada de forma ampla e “esférica”.

 

Graves

Bem presentes, encorpados e com impacto, certamente acima do “neutro”, do “inofensivo” em quantidade. Sem sombra de dúvidas típico de um bom driver dinâmico que ao meu ouvir, foi bem ajustado pela Dunu para tocar bem, soar natural e impressionar sem tirar o foco do resto. Possui bom detalhamento e controle, apesar da quantidade, não sendo o mais rápido e preciso que já ouvi em um IEM híbrido, mas ainda muito satisfatório.

A extensão é excelente, com ótima presença de sub graves, em linha com os graves e médio graves. Possui textura e dinâmica, frisando novamente, típicas de driver dinâmico desenvolvido para tocar graves. Sente-se com muita facilidade o vibrar de notas mais baixas, o que enriquece bem essa região.

Para mim, os graves do DK-3001 representam uma evolução clara aos fones anteriores da marca que já tive. Há mais corpo, presença, impacto, sem perder o controle ou soarem muito destacados dos médios em tonalidade.

 

Médios

Os médios tem ótima resolução e presença maior nas regiões mais altas, nos médio agudos, região essa que privilegia a presença de vocais, principalmente femininos. A transição dos médios graves aos médios é relaxada, com leve recuo, aumentando ainda mais o destaque dos médio agudos. Essa transição afeta sutilmente o corpo dos médios, que podem soar um pouco magros e secos em raros casos, mas beneficia muito a presença de vocais, os mantendo bem presentes, mas sem soarem agressivos e estridentes pois mesmo pronunciados, mantem tonalidade quente e devidamente integrada aos médios mais baixos e aos graves.

Esse foco maior nos médio agudos funcionaram muito bem para a maioria dos estilos que utilizei nestas semanas em que o Dunu foi meu principal fone, mas pode soar pronunciados demais em certas músicas que já tem por si só, maior foco nessa mesma região dos médios. Nestes casos, foi necessário maior atenção ao controle de volume para achar um nível confortável para audições prolongadas sem perder presença dos graves. Esse detalhe foi o que mais me motivou a utilizar o Dunu na saída menos potente do Fiio Q5.

 

Agudos

Suaves e levemente recuados se comparado aos médios. É a última sacada da Dunu para a assinatura que certamente é o objetivo do fone, ser suave e relaxado. A presença dos agudos é suficiente para oferecer uma boa obtenção de detalhes e estão presentes sempre que necessário, inclusive, soando agressivos se a música assim for. É uma implementação excelente da Dunu, muito natural e detalhada, sem soar magros, sem estridências ou sibilância.

A extensão dos agudos é ótima e se mantem muito linear, livre de picos e revela com facilidade ruídos de fundo em algumas gravações, que certamente estão em regiões bem altas dos agudos.

 


Comparativos

 

IMR Acoustics R1 (filtro rosa, ponteiras JVC Spiral Dots)

 

Construção e Ergonomia

Ambos são feitos em metal, sendo o Dunu coberto com pintura preta fosca e o R1 com aparência espelhada. Não consigo identificar se é pintura ou acabamento no próprio metal, mas é de excelente qualidade. Ambos passam uma sensação de robustez e são bem construídos, firmes, sem detalhes ou sensação de construção precária. Ambos possuem cabo removível, possibilitando a substituição quando necessário, seja para upgrade ou para reposição. Os padrões de conectores são comuns e fáceis de substituir, sendo o Dunu MMCX e o R1 2 pinos 0.78mm.

Tanto o Dunu quanto o R1 são feitos para oferecer boa ergonomia, com elementos que ajudam no conforto, tendo o Dunu algumas vantagens e o R1 outras. O Dunu é menor e tem os dutos de encaixe das ponteiras mais angulados que o R1, o que oferecem melhor conforto e facilidade para inserir o fone no canal auditivo, porém, são mais curtos que o R1 e podem dificultar a inserção e conforto para usuários que precisam inserir mais fundo no canal. Os dutos mais longos do R1 trazem outra vantagem, possibilitam que o fone fique inserido com o corpo mais afastado das orelhas, o que evita bem mais que o Dunu o contato com as orelhas e diminui as chances de desconforto.

O diâmetro dos dutos de encaixe das ponteiras em ambos é a mesma, o que possibilita utilizar as mesmas ponteiras. Uma vantagem do R1 é o fato de possuir uma protuberância na parte externa do duto, para melhor fixação da ponteira, enquanto que no Dunu, é liso. Dependendo da ponteira, pode sair fácil no Dunu, de forma involuntária, o que não ocorre no R1.

Abaixo, segue fotos de cada fone, lado a lado para melhor ilustrar as diferenças na construção.

 

 

Compatibilidade

O R1 tem impedância maior e casou melhor com diferentes fontes, inclusive, com meu amplificador de mesa, um Audio GD NFB-15.1, que é bem potente para um IEM. O Dunu é muito mais sensível e tem impedância bem menor (13 Ohms contra 32 Ohms do R1), apresentando mais ruído de fundo na saída balanceada do Fiio Q5 – AM3A. O controle de volume também é mais difícil no Dunu por ser bem mais sensível. Por isso, utilizei o Dunu principalmente na saída não balanceada do Q5, que por ser menos potente, confere controle de volume mais preciso. O R1 tocou bem mesmo em fontes mais potentes, então, utilizei na maior parte do tempo na saída balanceada do Fiio Q5.

 

Sonoridade

Assinaturas bem diferentes entre estes fones. O Dunu é mais quente, com mais graves e corpo nas baixas, médios baixos com ótimo corpo e naturalidade, seguindo bem a pegada dos graves. Os médio agudos do Dunu são pronunciados, porém se mantém com tonalidade quente e coerente com os graves e agudos. O R1 tem graves mais firmes e com tanto impacto quanto o Dunu, mas possui mais controle, velocidade e definição, mesmo estando, assim como o Dunu, acima do “neutro”. Nos médios, o R1 é mais frio e mais magro, com menos presença dos médios baixos, o que aumenta bem o foco nos médio agudos, que são pronunciados, muito detalhados e mais frios em tonalidade que o Dunu. Nos agudos, o R1 possui um pouco mais de presença e extensão que o Dunu, complementando bem os médio agudos que são um pouco mais frios e detalhistas, mas ainda estão num nível confortável e coerentes, livres de picos e que funcionam muito bem na maioria das audições que tive.

Na espacialidade e separação, o R1 sai na frente sendo mais amplo que o Dunu, uma apresentação mais aberta e arejada, caracterizada especialmente pelo design semi aberto da traseira dos drivers e do furo no duto de áudio (não presente em todos os filtros), para controle de quantidade dos graves. O Dunu não é tão amplo e aberto, possui maior isolamento e mantém largura e profundidade do stage proporcionais, enquanto o R1 é mais largo e comprimido, menos esférico.

 

Graves

O R1 possui graves mais controlados, com maior definição e principalmente, precisão. Mantém impacto e preenchimento que considero excelentes, estando entre os melhores que já ouvi em um IEM. Possui excelente extensão e tem mais ênfase nos sub graves, com um decaimento muito natural e preciso na medida que avança aos graves e médio graves. O Dunu possui graves mais cheios, um pouco mais pronunciados e com quantidade mais linear dos sub graves até os médio graves. Isso garante mais corpo aos graves do Dunu, que para mim, casam muito bem com a proposta quente e cheia do fone.

Ambos possuem drivers dinâmicos para graves, então a dinâmica e textura se assemelham muito, sente-se bem os graves, dinâmica e textura das notas mais baixas em ambos.

 

Médios

O Dunu é mais quente, relaxado e natural nos médios, mantendo foco, assim como o R1, nos médio agudos, mas de forma mais suave. Possui tonalidade mais condizente com os graves, ambos estão melhor integrados que no R1. O R1 tem menos corpo e presença dos médios mais baixos, o que confere uma apresentação mais magra, enfatizando mais as regiões mais altas dos médios. Considero esta característica um pouco menos natural que o Dunu, mas reconheço que tem suas vantagens. Em estilos musicais mais minimalistas e que exigem maior exposição de detalhes e foco dos médios, o R1 se sai melhor, pois é mais frio, focado, detalhado e, se a música pedir, um pouco agressivo. Essa característica nos médios do R1, unida à espacialidade ampla pode se tornar excelente para estilos de música clássica, Jazz e álbuns ao vivo.

 

Agudos

Ambos possuem agudos excelentes, muito bem ajustados e integrados aos médios e o mais importante, lineares e livres de picos que tirem o foco do resto. No R1, os agudos são um pouco mais frios e com mais presença que o Dunu, que são um pouco mais recuados e suaves. Isso acaba trazendo ao R1 uma obtenção de detalhes melhor, mais evidente, mas com excelente controle e não foge do que se tem nos médios. No Dunu, a suavidade dos agudos combina perfeitamente com a dos médios, mantendo excelente coerência.

A extensão em ambos é excelente, mas é maior no R1, tornando mais evidente as regiões mais altas dos agudos, o que traz a tona mais micro detalhes. A desvantagem disso é que torna mais evidente problemas em gravações não tão boas, ou que possuem ruídos de fundo. No Dunu esse tipo de problema aparece, mas é menos evidente, menos pronunciado.

Site oficial da IMR Acoustics disponível AQUI

 


 

Unique Melody Miracle (CIEM)

 

Construção e Ergonomia

Ambos possuem construção excelentes. O Miracle por ser CIEM possui acabamento em acrílico, muito bem feitos, livre de imperfeições. O dunu, tem corpo totalmente feito em metal, porém muito leve, também muito impecável e livre de imperfeições. Não há muito que comparar em ambos no quesito de construção por um ser universal em metal e outro um Custom IEM feito em acrílico. Ambos possuem cabos removíveis, sendo o Dunu com plug padrão MMCX e o Miracle 2 pinos 0.78mm.

A ergonomia não é comparável nesse caso, apesar de muito boa no Dunu, o Miracle é Custom, feito com os moldes dos canais auditivos e orelhas do usuário então as chances de oferecer ergonomia e conforto perfeitos é consideravelmente maior.

Abaixo, uma galeria de fotos de ambos os fones, lado a lado.

 

Compatibilidade

O Miracle tem impedância maior e casou melhor com diferentes fontes. O Dunu é mais sensível e tem menor impedância, apresentando mais ruído de fundo na saída balanceada do Fiio Q5 – AM3A. O controle de volume também é mais difícil no Dunu por ser bem mais sensível. Por isso, utilizei o Dunu principalmente na saída não balanceada. Nesse caso, para um fone tão sensível, uma saída balanceada nem sempre representará uma vantagem, ao contrário do Miracle, que se beneficiou mais balanceado.

 

Sonoridade

Ambos os fones me parecem ser tunados buscando uma apresentação relativamente equilibrada na relação entre graves, médios e agudos, com personalidade quente devido ao corpo e bom impacto dos graves, agudos suaves e um pouco recuados em relação aos graves. As maiores diferenças entre os dois fones moram nos médios, que tem foco e apresentação muito diferentes. O Dunu tem a região de médios mais baixos presentes e encorpados, assim como o Miracle, perfeitamente integrados aos graves, mas na transição para os médios agudos é que a personalidade de ambos muda completamente. O Dunu possui os médio agudos mais pronunciados, enquanto o Miracle se mantem em linha com as regiões mais baixas. Essa diferença crucial nos médios traz foco, clareza e melhor obtenção de detalhes ao Dunu, enquanto ao Miracle, traz uma apresentação relaxada e suave. Para mim, são duas propostas bem interessantes, que atendem bem a maioria das situações.

Na espacialidade, o Dunu é um pouco mais amplo, com maior separação e ar entre instrumentos. O design e construção do Dunu provê menor isolamento e uma apresentação mais arejada, o que melhora ainda mais a sensação de espacialidade. Na profundidade do stage ambos são muito parecidos, mas com leve vantagem ao Dunu por ter um pouco mais de profundidade. Ambos os fones tem sonoridade cheia e stage mais esférico, ao invés de largo e comprimido.

 

Graves

O Dunu tem graves , no geral, mais pronunciados e com mais impacto, tem graves e Médio Graves bem alinhados aos sub graves, porém se destaca mais dos médios. O Miracle tem quantidade equilibrada dos Sub Graves até os Médio Graves, mantendo boa extensão, resolução e impacto moderado quando comparado ao Dunu. Outra diferença crucial é quanto a textura e dinâmica, que no Dunu são mais pronunciadas, sente-se mais os graves, o vibrar de notas mais baixas tem mais textura, certamente pelo fato de serem providos por um driver dinâmico grande para um híbrido, 13mm, enquanto o Miracle tem os graves providos por duas armaduras balanceadas.

 

Médios

Os médios do Miracle são lineares, não há variação considerável de quantidade entre os médios mais baixos e os médio agudos, com uma apresentação quente, com excelente corpo e suavidade, muito bem integrados aos graves. O Dunu segue outro caminho e dispõe de médios mais pronunciados, com ênfase nos médio agudos. Desta forma, a apresentação do Dunu se torna mais focada, com melhor obtenção de detalhes, mas ao mesmo tempo, um pouco mais magra, mais seca, o que em alguns poucos casos passou menos naturalidade na reprodução de vocais e instrumentos.

 

Agudos

Ambos são muito parecidos nos agudos, sendo suaves, levemente recuados, sem perder detalhamento. O Miracle apresenta agudos com um pouco mais de corpo e suavidade, mas por outro lado, o Dunu tem maior obtenção de detalhes e maior extensão, sem partir para o lado agressivo. As diferenças nessa região são mínimas entre estes dois fones, sendo que ambos possuem agudos suaves, levemente recuados mas ainda muito bem integrados com o restante da sonoridade. Uma apresentação, no geral, muito natural em ambos.

Site oficial da Unique Melody disponível AQUI

 


Conclusão

Como mencionei anteriormente, já tive outros fones da Dunu, e apesar do DN-2000 ser um excelente fone, não me agradou tanto quando outros fones híbridos, como FLC8S, LZ A4 e principalmente Fidue A91. Com o Dk-3001, a situação mudou consideravelmente, sendo sem dúvidas o melhor fone Dunu que ouvi.

A evolução técnica para os modelos anteriores é clara, apesar de não seguir uma assinatura parecida, algo que certamente caracteriza a Dunu como uma empresa sem um “House Sound”. As evoluções a que me refiro vão de qualidade na construção, ergonomia, quantidade e qualidade dos drivers, e o que considero o principal, a sonoridade, que é mais madura, livre de picos e deficiências e que de quebra, se encaixa perfeitamente no meu gosto.

Essa evolução unida aos preços atuais que esse fone tem, pra mim, fazem do Dk-3001 uma das opções mais interessantes e certamente estará no topo de minhas recomendações, para quem estiver disposto a pagar o que ele custa.

A Dunu planejou e executou muito bem o projeto deste fone, e me faz querer ainda mais que chegue o dia em que o já anunciado DK-4001 chegue em minhas mãos (e claro, ouvidos!!).

 

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